
Projeto de lei apresentado pelo vereador também trata de alimentos veganos. Justificativa para proibição não apresenta dado científico
O projeto tem três artigos. O primeiro é o veto. No segundo, diz que não haverá, “em nenhuma hipótese”, estímulos por parte de servidores públicos da educação para adoção de vegetarianismo ou veganismo. O último artigo apenas diz que a lei entra em vigor imediatamente na data da publicação.
No espaço dedicado à justificativa, Carlos Bolsonaro tece uma série de questionamentos e cita reportagens que dariam razão para a proibição dos cardápios vegetariano e vegano. No entanto, não há argumentação baseada em dados científicos que justifiquem a restrição.
“É recomendável que uma escola adote e ofereça um cardápio vegetariano/vegano sem o estrito conhecimento e o consentimento de pais e responsáveis?”, indaga o vereador.
Carlos Bolsonaro diz que a alimentação como a conhecemos, “incluídos os itens subtraídos por vegetarianos e veganos”, tem “comprovação de eficiência e eficácia” por meio de estudos. Apesar disso, ele não cita as fontes.
“Militância de esquerda”
Em outro trecho do projeto, o vereador afirma que a pauta ambiental se tornou associada ao vegetarianismo e ao veganismo. Pontua ainda que o tema foi sequestrado pela “militância de esquerda” e que esta “torna cada dia mais o assunto objeto mais de crendice que de ciência séria”.
“Culpar a agropecuária pelo aquecimento global tem tanta solidez científica quanto a classificação zoológica de uma mula sem cabeça”, diz em defesa da criação de rebanhos para a alimentação de humanos e contra quem questiona o abate de animais.
Para aprovação, o texto tem de passar pelas comissões de Justiça e Redação; Administração e Assuntos Ligados ao Servidor Público; Abastecimento Indústria Comércio e Agricultura; Higiene Saúde Pública e Bem-estar Social; e Educação.