
Vert Analytics utiliza a CyndIA, sua solução própria de inteligência artificial dedicada à gestão de risco jurídico, para identificar padrões recorrentes entre processos aparentemente distintos e revelar causas de origem que uma análise caso a caso dificilmente conseguiria enxergar isoladamente. A empresa, especializada em soluções de dados, IA e hiperautomação para governo e grandes empresas e referência brasileira em inteligência artificial, aplica essa abordagem para transformar dados do contencioso em informações capazes de apoiar ações preventivas.
Na prática, essa abordagem enfrenta uma limitação comum em departamentos jurídicos corporativos: medir o próprio sucesso pela velocidade com que resolve processos já existentes, sem investigar por que aquele tipo de ação continua surgindo mês após mês, na mesma empresa e pelo mesmo motivo de fundo, ainda que o time jurídico troque de estratégia processual a cada nova tentativa.
Esse tipo de jurídico funciona como uma linha de produção reversa: recebe o processo, tenta resolvê-lo da melhor forma possível e espera o próximo chegar. A CyndIA permite ir além dessa lógica ao identificar padrões de origem que podem revelar por que determinados litígios continuam se repetindo, trazendo para a análise causas que dificilmente seriam percebidas quando cada processo é avaliado de forma isolada.
Por que o jurídico tradicional só lida com processos que já existem?
O jurídico corporativo costuma ser organizado em torno de reagir a processos individuais: um cliente entra com ação, o time jurídico analisa, defende e busca o melhor desfecho possível. Essa lógica é natural, mas mantém o foco no sintoma, nunca na causa que gera o sintoma repetidamente, ano após ano, em volume que raramente diminui de forma consistente.
Cada processo, analisado isoladamente, parece um evento único, com suas próprias particularidades. Sem cruzar milhares de casos ao mesmo tempo, é praticamente impossível perceber que um grupo relevante deles compartilha a mesma origem: uma cláusula contratual mal redigida, um processo interno falho ou uma prática comercial que gera reclamação repetida.
Esse tipo de miopia tem custo real. Uma empresa pode gastar anos administrando o mesmo tipo de litígio, processo por processo, sem nunca corrigir o problema estrutural que continua alimentando a fila de novos casos toda semana, ano após ano, como se fosse uma fatalidade inevitável do negócio.
O que significa atacar a causa raiz de um litígio recorrente?
Atacar a causa raiz significa identificar, entre milhares de processos, quais compartilham a mesma origem estrutural, e não apenas a mesma tese jurídica de defesa. Dois processos podem ter fundamentos legais parecidos, mas nascer de causas completamente diferentes dentro da operação da empresa.
Esse tipo de análise exige cruzar dados que normalmente ficam isolados: o texto da petição inicial, a área da empresa envolvida, o produto ou serviço relacionado e a região onde o problema ocorreu. A Vert Analytics destaca que só juntando essas informações em escala é possível enxergar o padrão que conecta processos aparentemente sem relação entre si.
Como a CyndIA identifica padrões que geram litígio repetido?
A CyndIA analisa o conteúdo de milhares de petições e decisões simultaneamente, agrupando processos por causa de origem, e não apenas por tese jurídica de defesa, revelando concentrações que apontam para um problema estrutural específico dentro da operação da empresa.
A Vert Analytics indica que esse tipo de agrupamento costuma revelar surpresas: um volume de ações que parecia disperso entre diferentes regiões, quando analisado pela CyndIA, se concentra em uma única prática interna, responsável por boa parte daquele tipo de litígio.
Esse tipo de descoberta muda o papel do jurídico dentro da empresa: em vez de apenas reportar quantos processos foram resolvidos naquele mês, a área passa a apontar, com dados concretos, qual mudança operacional reduziria a origem de futuras ações judiciais.
Esse tipo de atuação preventiva costuma gerar economia maior no longo prazo do que qualquer ganho pontual de eficiência na condução de processos individuais já existentes, justamente porque reduz o volume total de litígio, e não apenas o tempo médio gasto em cada caso isolado.
O que muda quando a empresa reduz a origem das ações, e não só o estoque?
Quando o jurídico consegue apontar e corrigir causas estruturais de litígio, o volume de novos processos tende a cair ao longo do tempo, em vez de permanecer constante enquanto a área apenas absorve mais eficientemente o mesmo fluxo de entrada.
Esse tipo de resultado, segundo a Vert Analytics, muda a conversa entre o jurídico e outras áreas da empresa, como operações e produto, que passam a receber informação concreta sobre onde suas próprias decisões estão gerando risco jurídico recorrente, permitindo corrigir na fonte, e não apenas depois que o problema já virou processo. Na prática, o jurídico deixa de ser apenas quem apaga incêndio e passa a ser quem ajuda a evitar que ele comece.





