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Dar lance sem estratégia, segundo Tiago Oliva Schietti, é um erro comum no consórcio

Tiago Oliva Schietti
Tiago Oliva Schietti

Quem quer usar lance para antecipar a contemplação, mas erra na estratégia, costuma desperdiçar dinheiro sem necessidade. Tiago Oliva Schietti, empresário, menciona que muitas vezes as pessoas acabam oferecendo valores baixos demais para vencer ou altos demais para o próprio orçamento. Esses erros se repetem com frequência entre consorciados que nunca pararam para estudar como funciona a disputa por lance em seu grupo específico. Tais deslizes são fáceis de evitar, desde que o consorciado dedique um pouco de atenção antes de simplesmente ofertar um valor na próxima assembleia.

Ofertar lance sem conhecer o histórico do grupo

Um erro comum é entrar na disputa sem verificar quais percentuais venceram as assembleias anteriores daquele mesmo grupo. Sem essa referência, o consorciado corre o risco de ofertar um valor muito abaixo do necessário, perdendo a disputa, ou muito acima do que seria preciso, pagando mais do que precisava para ser contemplado.

Cada grupo tem uma dinâmica própria de lances, influenciada pelo número de participantes, pela fase em que o grupo está e pelo comportamento dos demais consorciados. Acompanhar as atas das assembleias anteriores, geralmente disponíveis com a administradora, ajuda a calibrar melhor a próxima oferta.

Grupos mais avançados no prazo, com menos participantes restando, costumam exigir percentuais de lance mais baixos para vencer a disputa, já que a concorrência diminui conforme o grupo se aproxima do fim. Reconhecer esse padrão evita tanto o desperdício de oferecer demais quanto a frustração de oferecer de menos num momento em que o grupo já estaria mais acessível.

Comprometer a reserva financeira por causa do lance

Outro erro recorrente é ofertar um valor de lance sem considerar o impacto real no orçamento pessoal, caso a oferta seja vencedora. O consorciado se anima com a possibilidade de antecipar a contemplação e acaba comprometendo reservas que deveriam ficar disponíveis para outras finalidades.

Tiago Oliva Schietti observa que o lance deveria fazer parte de um planejamento definido com antecedência, com um teto claro do quanto pode ser oferecido sem colocar em risco outras obrigações financeiras da família ou da empresa.

Tiago Oliva Schietti

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Definir esse teto antes da assembleia, e não durante a euforia da disputa, evita que o consorciado aumente a oferta no calor do momento só para não perder para outro participante, comprometendo recursos que tinham outro destino planejado.

Ignorar o lance embutido por achar que só serve para quem tem reserva

Muitos consorciados descartam a possibilidade de dar lance simplesmente porque não têm dinheiro guardado, sem considerar o lance embutido, que usa parte do próprio crédito contratado como oferta. Essa opção reduz o valor final disponível na carta, mas não exige nenhum desembolso imediato do consorciado.

Tiago Oliva Schietti contextualiza que ignorar essa alternativa por falta de informação é abrir mão de uma ferramenta que poderia acelerar consideravelmente o tempo até a contemplação, especialmente para quem não tem reserva financeira disponível, mas ainda assim quer competir na disputa por lance.

Vale considerar também que existem variações, como o lance fixo, em que a própria administradora define um percentual único para todos os interessados naquele mês, eliminando a necessidade de calcular um valor competitivo sozinho. Conhecer todas as modalidades oferecidas pelo grupo amplia as opções antes de decidir qual caminho seguir.

Estratégia de lance começa antes da assembleia

Evitar esses erros exige um pouco de preparação antes do dia da assembleia: entender o histórico do grupo, definir um limite financeiro responsável e considerar todas as modalidades de lance disponíveis, não apenas a mais óbvia.

Tiago Oliva Schietti frisa que quem chega preparado para a disputa tende a usar o lance de forma mais eficiente, gastando exatamente o necessário para vencer, em vez de arriscar um valor definido no impulso do momento da assembleia.

 

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