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Comissionamento e entrega assistida de ativos de infraestrutura: Critérios técnicos na leitura de Elmar Juan Passos Varjão Bomfim

O comissionamento garante que ativos de infraestrutura operem conforme critérios técnicos definidos, como explica Elmar Juan Passos Varjão Bomfim.
O comissionamento garante que ativos de infraestrutura operem conforme critérios técnicos definidos, como explica Elmar Juan Passos Varjão Bomfim.

Elmar Juan Passos Varjão Bomfim associa o comissionamento à segurança técnica da entrada em operação, porque a fase final de uma obra costuma concentrar pressões de prazo, múltiplas interfaces e decisões que afetam diretamente o desempenho do ativo. Quando a entrega acontece sem testes bem planejados, a incerteza migra do canteiro para a operação, onde correções são mais caras, mais lentas e, muitas vezes, incompatíveis com a continuidade do serviço. Por isso, a entrega assistida funciona como transição controlada: valida o que foi executado, organiza responsabilidades e reduz a chance de o ativo “estrear” com instabilidade.

Escopo claro e integração entre sistemas

Na leitura de Elmar Juan Passos Varjão Bomfim, comissionar começa por definir o que será verificado, como será verificado e quais critérios determinam aceitação. Em ativos de infraestrutura, raramente existe um único sistema independente, pois energia, automação, instrumentação, drenagem, segurança e componentes civis interagem o tempo todo. Assim, o escopo do comissionamento precisa abranger componentes e integração, além de prever cenários de partida, parada, contingência e retorno, já que o comportamento em transição costuma expor falhas que não aparecem em testes isolados.

Ademais, a ordem das verificações muda o resultado. Se a validação é deixada para o fim, pequenos desvios se acumulam e viram retrabalho concentrado, elevando risco de aceites frágeis. Em contrapartida, quando há pré-comissionamento por etapas, as correções acontecem mais cedo e com menor impacto sobre cronograma e custo. Dessa forma, o projeto reduz a dependência de ajustes improvisados e transforma o “funciona” em evidência técnica.

Planos de teste, registros e critérios de aceitação

Conforme Elmar Juan Passos Varjão Bomfim destaca, um plano de testes bem estruturado traduz requisitos de projeto em verificações mensuráveis. Isso inclui protocolos, checklists, tolerâncias, instrumentos calibrados, responsáveis e condições de execução, evitando testes genéricos ou incomparáveis. Sendo assim, cada ensaio precisa registrar parâmetros, leituras, data, local, equipe e condições do teste, porque o valor do comissionamento está na rastreabilidade do resultado e na possibilidade de auditoria.

Por conseguinte, critérios de aceitação não podem ficar em zona cinzenta. Em infraestrutura, “ligou” ou “rodou” não garante estabilidade, eficiência e segurança, sobretudo quando o ativo opera sob carga, com uso contínuo ou com exigências regulatórias. Portanto, a documentação técnica deve ser tratada como parte do produto entregue, pois sustenta garantias, manutenção e decisões futuras, reduzindo dúvidas sobre o que foi testado e com quais limites.

A entrega assistida assegura desempenho e confiabilidade nos ativos de infraestrutura, segundo Elmar Juan Passos Varjão Bomfim.

A entrega assistida assegura desempenho e confiabilidade nos ativos de infraestrutura, segundo Elmar Juan Passos Varjão Bomfim.

Entrega assistida como ponte entre obra e operação

Para Elmar Juan Passos Varjão Bomfim, a entrega assistida reduz risco porque envolve a operação no processo de transição, em vez de transferir um ativo “pronto no papel” e instável na prática. Nesse período, treinamento, acompanhamento de partida e ajustes finos controlados ajudam a consolidar rotinas operacionais, como resposta a alarmes, procedimentos padrão e planos de contingência. Assim, a equipe operadora compreende limites de desempenho, pontos críticos e condições de uso, diminuindo intervenções reativas nas primeiras semanas.

Ao mesmo tempo, essa etapa organiza responsabilidades. Quando se define o que é pendência, o que é ajuste, o que é não conformidade e quais prazos regem cada item, o aceite técnico ganha robustez e a governança se fortalece. Além disso, a entrega assistida favorece o alinhamento com manutenção, pois explicita peças críticas, sobressalentes, garantias e periodicidades recomendadas, contribuindo para menor custo no ciclo de vida do ativo.

Interfaces, mudanças e proteção do desempenho no longo prazo

Na ótica de Elmar Juan Passos Varjão Bomfim, falhas relevantes frequentemente nascem nas interfaces, por exemplo, quando um sistema depende de outro, mas a integração não é testada em condição real. Por isso, o comissionamento deve mapear dependências, validar intertravamentos e simular eventos adversos de forma controlada, registrando resultados para orientar correções. Do mesmo modo, mudanças de escopo, substituições e ajustes executivos precisam aparecer no as-built e nos manuais, pois inconsistências documentais comprometem manutenção e futuras intervenções.

Por fim, comissionamento e entrega assistida protegem o investimento ao reduzir paradas, retrabalho e desempenho abaixo do esperado. Quando o ativo entra em operação com evidências rastreáveis, critérios claros e transferência organizada de conhecimento, a infraestrutura tende a operar com mais estabilidade, maior previsibilidade e menor exposição a correções emergenciais.

Autor: Diego Rodríguez Velázquez

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