
Segundo o viajante do mundo mas principalmente Japão e Itália, Alberto Toshio Murakami, quem viaja para a Itália pela primeira vez costuma se surpreender com alguns detalhes na conta do restaurante, como a cobrança do “coperto” e a ausência de uma gorjeta obrigatória. Esses costumes fazem parte da cultura local e, quando não são conhecidos, podem gerar confusão ou constrangimento para o visitante. Entender como funcionam essas regras ajuda a evitar mal-entendidos e torna a experiência gastronômica mais tranquila e agradável.
A etiqueta à mesa na Itália reflete valores culturais ligados ao respeito pelo serviço, à tradição dos estabelecimentos e à relação entre clientes e funcionários. Para quem planeja uma viagem ao país, conhecer essas práticas é tão importante quanto escolher os pratos do cardápio.
O que é o coperto e por que ele é cobrado?
O “coperto” é uma taxa fixa cobrada por pessoa em muitos restaurantes italianos, especialmente nas regiões mais turísticas e em estabelecimentos tradicionais. Esse valor aparece discriminado na conta e está relacionado ao uso da mesa, ao pão servido e à manutenção do serviço básico.

Alberto Toshio Murakami explica tudo sobre coperto, serviço e gorjeta e como eles impactam sua experiência nos restaurantes italianos.
O coperto não é uma gorjeta nem um adicional opcional, mas uma cobrança institucionalizada em parte dos restaurantes. Seu valor varia conforme o local e o tipo de estabelecimento, podendo ser mais elevado em áreas centrais ou históricas, expõe Alberto Toshio Murakami.
É importante saber que nem todos os restaurantes cobram coperto, mas quando a taxa existe, ela deve estar informada no cardápio ou em local visível, conforme exigem normas de transparência ao consumidor.
Serviço incluído e a diferença para a gorjeta
Em muitos casos, além do coperto, pode aparecer na conta a indicação de “servizio incluso”, que significa que o serviço já está contemplado no valor final. Nessa situação, não há expectativa de pagamento adicional. Tal como alude o viajante do mundo, Alberto Toshio Murakami, diferentemente de países onde a gorjeta é praticamente obrigatória, na Itália ela é vista como um gesto espontâneo de agradecimento, e não como parte da remuneração do garçom.
Quando o atendimento é especialmente atencioso, alguns clientes optam por deixar um pequeno valor extra ou arredondar a conta, mas isso não é uma obrigação social nem um padrão esperado.
Quando a gorjeta é bem-vinda, mas não exigida
Embora não seja obrigatória, a gorjeta pode ser deixada como sinal de satisfação com o serviço, especialmente em restaurantes mais sofisticados ou em situações de atendimento personalizado, explica Alberto Toshio Murakami.
O mais comum é simplesmente arredondar o valor da conta ou deixar algumas moedas sobre a mesa, sem necessidade de percentuais fixos como ocorre em outros países. Esse gesto é interpretado como cortesia, não como regra, e sua ausência não é vista como falta de educação.
Diferença entre restaurantes turísticos e locais frequentados por moradores
Em áreas muito turísticas, é mais comum encontrar cobranças adicionais e preços mais elevados, enquanto em bairros residenciais e cidades menores os restaurantes tendem a adotar práticas mais simples, muitas vezes sem coperto ou taxas extras.
Buscar locais frequentados por moradores é uma forma de vivenciar a cultura gastronômica de maneira mais autêntica e, muitas vezes, com melhor relação custo-benefício. Nesses estabelecimentos, como sugere Alberto Toshio Murakami, o atendimento costuma ser mais informal, e as regras sobre coperto e serviço podem variar, reforçando a importância de observar o cardápio e as informações exibidas.
Pagamento, divisão da conta e costumes locais
Outro aspecto cultural é a forma de pagamento. Em muitos restaurantes italianos, especialmente os menores, ainda é comum que a conta seja apresentada em uma única nota, cabendo aos clientes dividir os valores entre si. Esse costume reflete uma dinâmica social diferente, em que o grupo se organiza internamente para acertar as despesas, sem que o restaurante faça múltiplas cobranças individuais.
Embora pagamentos eletrônicos estejam cada vez mais difundidos, alguns locais ainda preferem dinheiro, especialmente em pequenas cidades, o que exige planejamento por parte do visitante.
Como se comportar para evitar situações constrangedoras
Ler atentamente o cardápio, observar se há menção ao coperto ou ao serviço incluído e perguntar ao garçom em caso de dúvida são atitudes simples que evitam surpresas na conta. Alberto Toshio Murakami reforça que demonstrar interesse em compreender os costumes locais é geralmente bem recebido e ajuda a criar uma relação mais cordial com os atendentes.
Além disso, respeitar o ritmo do serviço, que costuma ser mais tranquilo, faz parte da experiência gastronômica italiana e contribui para uma vivência mais próxima da cultura local.
Compreender as regras faz parte da experiência cultural
Os costumes relacionados a coperto, serviço e gorjeta na Itália refletem uma forma particular de organizar a relação entre clientes e restaurantes. Longe de serem armadilhas para turistas, essas práticas fazem parte da tradição e da estrutura do setor de alimentação no país.
Em resumo, Alberto Toshio Murakami destaca que conhecer essas regras permite ao visitante aproveitar melhor a gastronomia italiana sem desconfortos ou interpretações equivocadas. Entender a cultura à mesa é também uma forma de respeito ao país visitado e de enriquecimento da própria experiência de viagem.
Autor: Vasily Egorov





