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Aprovação de túnel sob o Lago Michigan consolida solução definitiva para a Linha 5 e abre espaço para tecnologia brasileira

A aprovação do túnel sob o Lago Michigan, que consolida a solução definitiva para a Linha 5, ganha ainda mais relevância com a visão estratégica de Paulo Roberto Gomes Fernandes.
A aprovação do túnel sob o Lago Michigan, que consolida a solução definitiva para a Linha 5, ganha ainda mais relevância com a visão estratégica de Paulo Roberto Gomes Fernandes.

À frente da Liderroll há décadas, Paulo Roberto Gomes Fernandes esteve em um dos desfechos mais relevantes dos últimos anos para o setor de infraestrutura energética na América do Norte: a aprovação definitiva do túnel que permitirá a substituição de cerca de sete quilômetros do oleoduto da Linha 5 sob o Lago de Michigan. A decisão, anunciada no fim de 2025, encerrou um longo ciclo de disputas técnicas, ambientais, políticas e judiciais iniciado após o incidente de 2018, quando uma âncora de navio danificou a tubulação submersa e expôs o risco de um desastre ambiental de grandes proporções.

Antes de qualquer debate técnico, o projeto passou a ser visto como uma questão estratégica para o abastecimento energético de cidades americanas e canadenses que dependem diretamente dos derivados transportados pela Linha 5. A solução aprovada foi considerada, ao final do processo, a alternativa mais segura para preservar o fornecimento, reduzir riscos ambientais e garantir previsibilidade operacional no longo prazo.

Um projeto complexo aprovado após anos de disputas

O túnel autorizado terá pouco mais de sete quilômetros de extensão e será construído aproximadamente 30 metros abaixo do leito do lago, com um traçado que combina cerca de 3,5 quilômetros em declive e outros 3,5 quilômetros em aclive. O diâmetro interno previsto é de aproximadamente cinco metros, permitindo não apenas o lançamento da nova linha do oleoduto, mas também a possibilidade de futuras expansões ou manutenções com maior segurança.

Paulo Roberto Gomes Fernandes evidencia que a aprovação final veio após o Corpo de Engenheiros do Exército dos Estados Unidos conceder a licença ambiental necessária, etapa que durante anos foi considerada o principal entrave ao avanço do projeto. Estudos ambientais apontaram impactos potenciais durante a fase de obras, como interferências em áreas sensíveis e habitats naturais, mas concluíram que o túnel representa uma solução mais robusta do que manter o oleoduto submerso diretamente no fundo do estreito.

A entrada da Liderroll no radar internacional

Com a decisão favorável, abriu-se espaço para a adoção de tecnologias capazes de enfrentar os desafios específicos do projeto. É nesse ponto que a engenharia brasileira passou a ocupar papel central. A Liderroll iniciou conversações para que sua solução seja utilizada em parceria com uma empresa de engenharia norte-americana responsável pela execução da obra.

A experiência acumulada em projetos como o Gasduc III, no Rio de Janeiro, e o Gastau, em São Paulo, ambos envolvendo túneis longos, geometrias restritivas e condições operacionais complexas, foi determinante para despertar o interesse dos engenheiros envolvidos no projeto da Linha 5. Paulo Roberto Gomes Fernandes destaca que se trata de um cenário que exige precisão, controle mecânico rigoroso e soluções capazes de lidar com variações de inclinação e condições ambientais severas.

Um histórico que levou à decisão atual

A Linha 5 opera desde 1953, transportando petróleo bruto e líquidos de gás natural entre Wisconsin, nos Estados Unidos, e Ontário, no Canadá. O trecho que cruza o Estreito de Mackinac sempre foi considerado sensível, mas as preocupações se intensificaram a partir de 2017, quando falhas no revestimento protetor vieram a público, seguidas pelo incidente da âncora em 2018.

Com a aprovação do túnel da Linha 5 no Lago Michigan, Paulo Roberto Gomes Fernandes acompanha um marco que abre espaço para tecnologia brasileira em um dos projetos mais sensíveis da infraestrutura energética.

Com a aprovação do túnel da Linha 5 no Lago Michigan, Paulo Roberto Gomes Fernandes acompanha um marco que abre espaço para tecnologia brasileira em um dos projetos mais sensíveis da infraestrutura energética.

A partir daí, surgiram propostas de desligamento definitivo do oleoduto, enfrentadas por argumentos relacionados ao impacto econômico, ao abastecimento de refinarias, aeroportos e sistemas de aquecimento residencial. O impasse levou à judicialização do tema e à busca por uma solução intermediária que equilibrasse segurança ambiental e continuidade do serviço, culminando no projeto do túnel agora aprovado.

Avaliação da decisão sob a ótica da engenharia

Ao comentar o avanço do projeto, Paulo Roberto Gomes Fernandes elucidou que o resultado representa mais do que uma oportunidade comercial para a Liderroll. Na sua avaliação, a aprovação consolida o reconhecimento internacional da engenharia brasileira em um dos ambientes regulatórios mais rigorosos do mundo.

Segundo ele, a participação em audiências públicas e apresentações técnicas ao longo dos anos permitiu demonstrar, na prática, a viabilidade de lançar grandes dutos em túneis longos, com segurança, controle e prazos reduzidos. A expectativa, a partir de agora, é que o projeto deixe a fase de planejamento e entre efetivamente na etapa executiva, transformando anos de estudos e debates em uma obra concreta.

Um marco para a infraestrutura energética

Paulo Roberto Gomes Fernandes conclui que, com o aval regulatório praticamente concluído, restam apenas etapas administrativas finais no âmbito estadual para que a Enbridge dê início às obras, estimadas em mais de 500 milhões de dólares.

Para o setor de dutos, o caso reforça uma tendência: soluções construtivas mais sofisticadas, embora inicialmente complexas, podem oferecer maior segurança, menor risco ambiental e melhor desempenho ao longo do tempo. Nesse contexto, a consolidação do projeto da Linha 5 marca não apenas o fim de uma longa controvérsia, mas também o início de uma nova etapa para a engenharia de dutos em ambientes confinados.

Autor: Vasily Egorov

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